A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria, ame e viva intensamente, antes que as cortinas se fechem e a peça termine sem aplausos.
Charlie Chaplin

alguém sensível, cautelosa, prática, prestativa, amorosa, criativa, cuidadosa e muito trabalhadora. As pessoas me veem como inteligente, talentosa, mas modesta e embora eu não seja de muitos amigos, aos que tenho sou leal e espero deles a mesma lealdade. Aqueles que realmente me conhecem percebem que é difícil abalar a minha confiança, mas que também leva tempo para recuperá-la, se esta se abala. Meu melhor momento é o entre o sono e o despertar, minhas ideias são vislumbres de um futuro próximo, minha vida é alegre e cheia de altos e baixos que a tornam desafiadora a cada instante. Sou segura do que quero, independente, auto-confiante, responsável e um pouco orgulhosa. Me adapto facilmente às mudanças no meu meio e na minha vida, adoro viver aventuras e acredito que o amor pode ampliar meus horizontes... por isso me atiro pela vida afora atrás daquilo que desejo, demonstrando coragem e liderança. Vivo de acordo com meus ideais!

"Sou aquela que estende a sombra da mão sobre toda a dor, sobre todo desespero, sobre toda a fome. Que sai pelo mundo dizendo que a vida é melhor que a morte, que a alegria é maior que a tristeza e que os golpes passam, mas só os beijos ficam. Em silêncio e em segredo. Eu amo!"
(Paulo Leminski)

Eu... mesmo xingando, sou doce... mesmo braba, sou meiga... mesmo feliz, choro... mesmo moleca, sou responsável... mesmo delicada, sou batalhadora... mesmo tímida, sou sedutora... mesmo frágil, sou poderosa... Vivendo um dia a cada instante, um instante a cada dia, assim sou feliz. Sei ser mulher e sei ser menina... sei andar de salto alto e com os pés no chão... sei odiar e principalmente perdoar... sei viver, amar, conquistar e abrir mão de tudo quando quero... sei falar no ouvido e gritar para o mundo ouvir... sei ser tímida e também desinibida... sei ser feliz e lutar pelos meus sonhos e sei aproveitar tudo que a vida me oferece sendo apenas Eu: uma mulher que encanta...

Cativa-me

"...tu não és para mim senão uma pessoa inteiramente igual a cem mil outras pessoas. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti única no mundo..."
(O Pequeno Príncipe)


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"Casa arrumada é assim: um lugar organizado, limpo, com espaço livre para circulação e uma boa entrada de luz. Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterelizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas. Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: aqui tem vida! Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança. Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto. Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem vindo. A que está sempre pronta pros amigos, filhos, netos, pros vizinhos. E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente. Arrume a sua casa todos os dias, mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela e reconhecer nela o seu lugar." (Carlos Drummond de Andrade)

Aquele que sabe tem o dever de ensinar e aquele que não sabe tem o direito de aprender!

Estava me perguntando o que é essa necessidade de estar aqui. Antes tinha diários para dizer "hoje nos olhamos", "quis me declarar", "minha amiga disse para..." e isso não levava a nada. Penso que talvez devêssemos escrever em diários quando adultos e temos a capacidade de refletir sobre nossos atos, formular hipóteses e não simplesmente fazer relatórios diários, apesar de que nem isso eu fazia naquela época: minhas memórias são vagas, turvas, incompletas, sempre com uma pretensão de poder ter sido um pouco mais. Não que me arrependa do que fiz ou fui, mas hoje, olhando para trás, penso que poderia ter sido mais, feito mais, vivido mais e não quero perder mais chances na minha vida, pois ainda prefiro me arrepender de coisas que fiz que me torturar por não ter feito. Acho que estou como a namorada do Miguel (conto meu), com medo, receio no início, mas sem se arrepender depois, embora ela acabe mesmo com o Flávio no final das contas, que é, acho, o seu verdadeiro amor, pois alguém que se ama não é trocado ou traído com outras, baladas ou bebidas e o Flávio nunca faria isso com ela; mas ao contrário dela, eu tenho medo de amar pelo simples fato de haver uma possibilidade de me decepcionar, quem sabe. Quisera saber que caminhos tomar para conquistar corações, que tipo de lutas dominam o exército inimigo e rompem os espinhos das barreiras que me separam desse abismo e atrás delas descobrir um sentimento maravilhoso que ainda adormece e anseia por ser explorado como realmente merece.
Muitas vezes não consigo crer que Jesus sempre está comigo e me dá tudo o que necessito... preciso acreditar, confiar e ter coragem para ir adiante, sem vacilar ou olhar para trás e nesta parte eu peco muito porque não consigo confiar, acreditar inteiramente, nem em mim mesma nem em nada. Vivo pedindo montes de vezes a mesma coisa e tenho tanto medo que não aconteça ou dê errado que na primeira chance eu desanimo, sofro e penso em desistir por medo de enfrentar a situação, de me enfrentar e de acabar dando errado novamente. É errado tentar provar para mim mesma e para os outros que gosto de correr riscos, pois para mim o risco só vale a pena quando dá certo e isso nem sempre é possível. Devo correr atrás do que realmente busco, do meu "Cavalinho Azul" que é o amor verdadeiro e sincero que eu tanto espero encontrar. Mas sei bem que as coisas de Deus não funcionam assim nem as do meu coração, que sempre se engana e se envolve mesmo antes de algo começar, mas eu preciso tentar, preciso ser forte, preciso acreditar. Esse tempo é mesmo de repensar e refletir, de ser forte e corajosa perante as provações e os erros. Sei que não sou nenhum exemplo de vida, que sou fraca e ingênua, mas quero tentar, eu preciso tentar.

Você tem experiência?

"Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar. Já me queimei brincando com vela. Já fiz bola de chicletes e melequei o rosto todo. Já conversei com o espelho e até já brinquei de ser bruxa. Já quis ser astrunauta, violinista, mágica, caçadora, trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos, peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei fundo a panela de arroz. Já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondida no telhado para tentar pegar estrelas. Já subi em árvore pra roubar fruta. Já caí da escada. Já fiz juras eternas e escrevi no muro da escola. Já chorei sentada no chão do banheiro. Já fugi de casa pra sempre e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando. Já fiquei sozinha no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi por do sol cor-de-rosa e alaranjado. Já me joguei na piscina sem vontade de voltar. Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro e tremi de nervoso. Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade. Já roubei rosas num jardim. Já me apaixonei e achei que era pra sempre, mas sempre era um pra sempre pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol. Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú chamado coração... será que ser plantador de sorrisos é uma boa experiência? Ou talvez as pessoas ainda não saibam colher sonhos? Afinal, quem tem experiência se a todo momento tudo se renova?" (autor Desconhecido)
Deficiente é aqule que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. Louco é quem não procura ser feliz com o que possui. Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo ou um apelo de um irmão, pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. Diabético é quem não consegue ser doce. Anão é quem não sabe deixar o amor crescer e... finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois: Miseráveis são todos os que não conseguem falar com Deus.
(Mário Quintana)

a falta que você me faz...

a falta que você me faz...
"Eu só existo de verdade quando estou escondida em uma brecha do tempo, quando não há roupas nem medo, vergonha nem fingimento, quando somos só desejo, amor e confiança. O resto do tempo eu me sinto uma cópia falsificada de mim mesma..." (As melhores coisas do mundo)
"Eu não sei pra onde vou... pode até não dar em nada, mas eu queria mudar, eu queria mudar. Pessoas catam papelão e dormem no chão: eu queria mudar isso, mas a vida tá difícil. Eu queria comandar a "alcatéia" para dar orgulho pra minha "véia", mas para dizer a verdade, eu não queria nada disso: eu queria só ter um compromisso, um compromisso com a vida, algo que me fizesse feliz e satisfeito, não para que eu fosse eleito mas para que as burradas que eu fiz não me mandassem pra cadeia nem me fizessem tomar "alta voltagem" na veia, mas simplesmente não me tornassem infeliz por uma eternidade sem fim mas me redimissem, transformando erros em felicidade." (Adaptação de um poema de Willian, Thiago e Jair)
A vida é curta. Quebre regras, perdoe rapidamente, beije lentamente, ame de verdade, ria descontroladamente e nunca pare de sorrir, por mais estranho que seja o motivo. Lembre-se que não há prazer sem riscos. A vida pode não ser a festa que esperávamos, mas uma vez que estamos aqui, temos que comemorar...
Eu queria ter mais tempo para escrever... reler tudo o que já escrevi, acrescentar coisas, tirar outras, terminar umas, começar outras, mas além de não ter disponibilidade, ando tão sem ideias ultimamente, para começar qualquer coisa nova ou despretenciosa e que não esteja relacionada ao meu trabalho, que às vezes me parece fútil ter esse tipo de ideal. É como se meu trabalho me consumisse de tal maneira que não conseguisse pensar em outra forma útil para a minha vida senão isso: lecionar. Embora, de certa forma, escrever para mim seja mesmo uma fuga... quem sabe então a solução não seja escrever sobre o meu trabalho e tudo o que nele se inclui?
Obs.: desse desabafo surgiu minha crônica "C de Carinho"

Abismos...

Abismos...

Imagine...

Imagine uma viagem em um carro chamado VIDA, que roda em uma estrada chamada SONHO, com pessoas chamadas AMORES e um amigo chamado DEUS. Então vire a esquina chamada ESPERANÇA e quando chegar em um lugar chamado SUCESSO agradeça ao motorista chamado JESUS! Quando então chegar na casa chamada PROSPERIDADE não se acanhe com os hóspedes que lá se encontram a te esperar...

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Inimigos do herdeiro, cuidado!

Ando decepcionada com o mundo... como se já não houvesse espaço para mim ou para meus sonhos e ideais em qualquer tempo ou lugar ao meu redor. Nada mais faz sentido nem coerência no cosmos nem mesmo as estrelas brilham mais como antes: parecem estar em constante conflito entre o claro e a escuridão que tem sido mais forte e perseverante ultimamente, ultrapassando até as forças da fé e da esperança que, ocultas pelas trevas, pouco são vistas pelas ruas frias da vida. Há incoerência e ignorância, hipocrisia e holocausto e eu já não sei qual se sobrepõe a qual ou se estamos todos num mesmo nível de ausência, amnésia, apatia, amortecimento, o que me revolta ainda mais ou me indigna porque de repente o certo é que está errado e o errado que está certo, os maus viraram heróis e são aclamados por suas "virtudes" de corrupção, desonestidade, falsidade ideológica, homofobia, discriminação: a raça ariana dos puro-sangue impera incólume e intocável. Os herdeiros de Salazar não só deixaram horcruxes espalhadas pelo mundo como reabriram a câmara dos horrores que pretende exterminar os desajustados do sistema, nivelando o mundo entre comandantes e comandados, sendo estes últimos subservientes dos caprichos de uma minoria sarcástica e indiferente às consequências recorrentes de seu egoísmo e poderio podre. Parece que a falta de conteúdo esvaziou o intelecto humano de tal forma que os levou a inferiorizar-se a uma boiada que caminha resignada para o abate. Então o retrocesso se completa no vislumbre do caos humanitário, da calamidade ambiental, do extermínio sentimental em detrimento do poder narcisístico que espero, morra em seu próprio reflexo, quando o espelho da verdade resplandecer nas provações e desafios que a própria caminhada proporcionar, ainda que a passos lentos e inseguros.      

segunda-feira, 18 de março de 2019

Os Idealistas são como estrelas...

       Tem dias que as palavras fogem, como fugiam da guerra ou das bombas os soldados cativos. Não sei bem o que dizer, não sei que consequências me trazem os sentimentos que borbulham em meu peito feito água em chamas e eu nem consigo calar. Dor, indignação, medo, revolta, inquietude, insegurança, silêncio! Tudo gira como num carrossel intermitente que se movimenta com o motor da derrota. Talvez a incerteza seja sua maior aliada se levar-se em consideração que, de agora em diante, nada se sabe exceto o fato de que tempos difíceis virão e devemos estar preparados. De que maneira? Quem sabe? Livros, flores, memórias, palavras, canhões? Paulo Leminski disse num belo poema que tudo seria válido, mas acho que ele esqueceu de dizer que cada uma gera consequências diferentes: mas há sempre quem se machuque, especialmente os idealistas. Estes são os da frente de batalha, aqueles que se defendem de peito aberto e se ferem na alma. Alguns se levantam após o atropelo do primeiro momento, depois que passam os pelotões do insulto, do escárnio, da maldade, da inconsequência, da insensatez, da discórdia e do poder. Outros se deixam levar pela multidão e matam a força da resistência interior, que pode acordar mais tarde ou nunca mais renascer. Já não é uma questão de força, só uma desesperança aguda, a sensação de falência, de desmoronamento, de desolação, quando a alma morre e os ossos já não se sustentam sozinhos. A ideia de que tudo acabou, mesmo quando a bandeira ainda flameja no mastro ao som do vento que traz a mudança ou a esperança de tudo recomeçar ou da luta contínua que deve existir e permanecer nos corações das estrelas na Terra. Para isso fomos feitos: para brilhar e indicar o caminho aos marinheiros, sem esperar retribuição ou agradecimento, para levar bombas ou receber tiros coloridos que pretendem brilhar mais, mas sendo estes artificiais, sua glória dura pouco, enquanto sempre seremos estrelas!   

terça-feira, 18 de julho de 2017

Pikachu apaixonada

O que é isso que tenho sentido, que tem me feito levitar em terra firme enquanto viajo por galáxias desconhecidas tão maravilhosas, cheias de estrelas fascinantes ou quem sabe serão vaga-lumes que tem iluminado o breu das minhas noites de ausências e me trazido uma paz e um frenesi nunca antes revelados ao meu estúpido coração. Ah esse coração, que suspirava pelas migalhas de um sentimento inexistente na recíproca, exceto pelo fato de ter sido idealizado numa mente confusa e carente que se agarrou na primeira boa lembrança de afeto que lhe ocorreu. Boas lembranças sim, mas abstratas, voláteis, que estouraram como bolhas de sabão ao primeiro toque da realidade. E agora isso: esse sentimento novo e sorrateiro, paciente e ardente que me tem consumido como fogo, que me sorri de longe e me beija de perto e me agarra com força enquanto me entrego por vontade ao seu manto envolvente de ternura e proteção. Ah, doce sensação de leveza e perene felicidade, quem sabe uma mescla de medo e êxtase que perfura o corpo a cada nova batida deste pobre e ingênuo coração, confuso entre a vontade de se jogar nesse abismo sem-fim de sonhos nebulosos por se realizar ou preso ainda na dúvida que pode a dor causar com mais uma desilusão e então ser abatido o amor que agora em mim se manifesta. Enfim, se me é permitido pedir algo, desejo que jamais me deixes, esse sentimento e seu fiel executor.     

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Wonderland?

Há dias que não escrevo nada, que me sinto presa dentro de mim mesma, com nervos estourando e uma imensa vontade de bater as asas que nem tenho. Estou cheia de ideias, minha mente explode, borbulha, ferve, mas meu corpo teima que não há tempo, que é preciso correr, há coisas a serem feitas! Me sinto como o coelho branco de Alice, correndo com um relógio sem conseguir chegar a um destino: não quero ser subalterna da Rainha Vermelha por toda a vida, prefiro ser a Alice e deitar embaixo da árvore para ler sem me dar conta de que o abismo da cultura me leva pouco a pouco a um mundo de maravilhas para o conhecimento de mim mesma. Não sei se o tempo ou a carga da responsabilidade que carrego me pesam mais: será que conquistar a liberdade é isso? Desfrutar dos limites que a sociedade nos impõe? Estou cansada! Farta do que vejo, dos absurdos contra o respeito e a dignidade, enojada dos caminhos pelos quais a sociedade cavalga a galopes, limitada pela liberdade que penso que conquistei. Na verdade tudo não passa de palavras vazias, sem nexo, que sonham em deixar de ser ideologia para se tornar uma possibilidade. Quem dera mudar o rumo das coisas, quem dera...  

sábado, 14 de novembro de 2015

Quisera ser Bastian e recriar Fantasia...

Sabe aqueles dias em que você acorda com sono e com o pouco dos olhos que te restam só consegue enxergar indignação? Não porque o mundo está cheio dela, mas porque simplesmente não há mais nada que sentir além disso. Pessoas que se corrompem por nada, que se perdem no nada e me sinto como quem passa pelos limites de Fantasia e se encontra com o Nada. Isso define a indignação: nada! Nada que fazer, nada com que se preocupar, nada que temer por bem ou por mal e então continuamos nesse mar de nada sem saber para onde seguir ou o que fazer. Nada, pra dizer bem a verdade, porque do pouco que de nós depende mudar o mundo, que se pode realmente fazer se o mundo não deseja ser salvo? Vamos seguir empurrando aos outros a culpa da nossa indignação sem asas ou rumar à esperança da libertação do lirismo do nada, onde o medo se esconde e sucumbe à indignação para deixar de ser nada e se tornar tudo: indefinido como o primeiro conceito, porém com um ideal mais palpável e livre da indignação humana, que se limita a indignar-se solitária, sem fazer nada para mudar a visão limitada que tem de si mesma. 

terça-feira, 3 de março de 2015

Jardim Secreto

"Uma das coisas mais estranhas de se viver no mundo é que só há o agora, então tem-se a certeza de que pelo menos alguém irá viver para sempre, sempre e sempre. Alguém tem essa certeza, pelo menos às vezes, quando acorda ao doce e solene alvorecer e sai, fica sozinho, joga sua cabeça para trás para olhar para cima e olha para o céu pálido, lentamente modificando-se e ruborizando, e coisas maravilhosas e desconhecidas acontecem a Leste, quase fazendo alguém chorar, e o coração desse alguém para na estranha e imutável magnitude do nascer do sol, que acontece toda manhã há milhares e milhares de anos. Alguém sabe disso, pelo menos por um momento. Outro, às vezes, sabe disso quando alguém fica solitário, encostado em uma madeira ao pôr do sol, e o silêncio misterioso, profundo e dourado, inclinado através dos galhos parece estar dizendo lentamente, uma e outra vez, que não consegue ouvir, por mais que tenha tentado. E então, às vezes, a imensa quietude da escuridão da noite, com seus milhões de estrelas que aguardam e observam, dão uma certeza; e às vezes, um som de uma música vindo de longe, torna tudo verdadeiro; e às vezes basta apenas o olhar nos olhos de outra pessoa." (Frances Hodgson Burnett)   

domingo, 17 de novembro de 2013

"Ainda vale a pena lutar por amor..."

"De todas as paixões e desejos humanos, os que advém do amor são os mais belos, os mais puros, os mais sinceros... São aqueles pelos quais ainda vale a pena viver!"

O amor para mim ainda vale a pena e, na verdade, é a única coisa pela qual ainda vale a pena lutar, sofrer, procurar, chorar, acreditar. Eu não sei se sou eu a errada ou se é o mundo que perdeu a força e a coragem de crer em algo tão sublime, tão puro, tão completo. Talvez por isso eu esteja aqui, sozinha, porque isso não mais exista no mundo, pois o certo, segundo a sociedade, é mesmo não "sofrer" a fome e a necessidade por se ter dinheiro, que viver de amor é utopia, então eu me questiono se Jesus não sofreu a miséria humana por amo, se pais no mundo inteiro não sofrem para trazer a felicidade a seus filhos e porque? Por amor, por amar! Então porque não me é permitido amar, porque não me é possível viver de, por ou para o amor? Porque as pessoas que optam pelo amor são consideradas diferentes? Eu não mais entendo o mundo e estou numa crise de identidade porque não mais sei o que é ou melhor, deve ser certo. Meus ideais afundaram no meu próprio desejo desfeito, minha profissão é pouco reconhecida perante a sociedade e deve se igualar a um livro ou uma máquina qualquer de reproduzir cópias idênticas de insanidade e alienação, ou quem sabe mais uma ferramenta da desculturalização, da ignorância de um povo inculto por livre e espontânea pressão do poder e da falta proposital da tão sonhada e preciosa informação. E eu luto em vão, pois por pensar erroneamente em não me machucar, os que estão à minha volta me incentivam a agir igualmente e proclamar a minha incapacidade de prestar meus dons ao mundo, como eu sonhara desde os tempos em que medicina era meu maior ideal. Na realidade acho que a única coisa  que eu realmente queria era ter alguma valia no/para o mundo; não como orgulho de mãe pelo seu filho, mas um reconhecimento enquanto pessoa na sociedade e principalmente, que eu fizesse alguma diferença na vida de alguém afetivamente. Que eu não mais me sentisse sozinha nem com medo nem perdida num caminho sem fim, sem saber onde vai dar, com medo desse destino incerto. É como se todos os meus sonhos e ideais e planos me abandonassem à beira de uma estrada completamente deserta e eu não encontrasse viva alma, por mais que caminhe, que possa me ajudar, me ouvir, me salvar. Ou ainda é como gritar a plenos pulmões em uma sala completamente lotada de pessoas, mas nenhuma delas ouvir ou ao menos fazer questão disso. Todos se foram, todos estão seguindo seus caminhos, suas vidas, me deixando para trás num lugar vazio de calor, de sentimentos ou de sentido porque no fundo tudo segue igual, o mundo não muda e todas as minhas fantasias de mudança, todas aquelas histórias que eu sempre ouvi, nas quais sempre acreditei, foram enterradas com toda aquela coragem que eu eu achava que tinha antigamente, quando o mundo me era um conto de fadas, uma linda história de amor, um mistério a ser solucionado pelas mãos e mentes habilidosas de alguém que só tem a intenção de ajeitar as coisas para que elas sejam mais justas e coloridas e belas. Mas então eu me lembro que não sou Deus para transformar água em vinho, que dirá abrir os olhos de cegos que não querem ver? Estou muito longe de ser algo de santa, nem desejo esse mérito... queria apenas alguém para me entender, cuidar de mim, me amar tal como sou e me incentivar a continuar em frente. Que eu possa ver isso estampado no brilho de seus olhos, na beleza de seu sorriso, na pureza do seu amor por mim, que luta comigo, que me procura e me quer tanto quanto eu o quero e procuro e amo, quando então nos encontrarmos para sermos para sempre, porque na verdade, o amor ainda é a única coisa pela qual vale viver e que eu acredito nunca vai deixar de existir, nem morrer, nem irá se acabar ou esmorecer nos corações, eu espero...                      
é... nunca é demais parabenizar uma pessoa tão querida e muito importante na minha fucking life e que sempre esteve presente nos meus momentos mais difíceis e nos felizes, afinal o que foram esses três anos que estivemos convivendo, não é? Simplesmente se tornou uma das pessoas mais importantes da minha vida e uma das que mais confio. Não existem palavras para descrever a minha gratidão pela sua existência... enfim, te amo e que você seja cada vez mais essa pessoa maravilhosa que é e que continue sua missão tão bem que Deus te deu! (by Felipe Cezar em meus 31 anos)

"Ainda que eu falasse a língua dos homens e a dos anjos, sem amor eu nada seria!" I Corintios, 13

Tenho estado em um contato extremado com Deus e Ele me tem repassado uma missão complexa, pouco aceitável aos olhos das pessoas, mas que me tem rendido muita satisfação. Eu disse a Ele que aceitava a missão e que vou com ela até onde e quado Ele quiser porque isso me satisfaz e me enche de paz o coração. Tenho pensado no Irmão de Assis, naquela paz que ele desejava no simples fato de "deixar as coisas serem" e em Moisés, nos prodígios que Deus confiou a ele e no que ele lhe respondeu de início: que tinha escolhido o cara errado, que ele não servia para o cargo. Confesso que cheguei a dizer o mesmo no início e chorava muito por esse dilema interior que eu, vez ou outra, ainda sinto, mas agora a confiança aumentou e sinto como se estivesse doando essa parte da minha vida a Jesus. Talvez soe como orgulho ou prepotência minha, quem sabe petulância em crer que posso ter sido escolhida, mas do fundo do meu coração, não tenho nenhuma pretenção ao realizar essa tarefa, senão amar. Poucos são os que verdadeiramente me entendem, me apoiam, mas não espero receber louros de vitória. Sei bem que a vida em Cristo não é fácil: nunca foi! Eu aceitei a missão então... "tudo aceito com amor e paz" e "que seja feita a Tua vontade, não a minha", porque "eu sou uma serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua palavra". Eu não estou com medo!

Querido Papai Noel...

A gente sempre escreve nessa época do ano pra pedir um presente, contando muitas vezes algumas mentiras, que se comportou, só para merecer ganhar alguma coisa boa no Natal. Mas esse ano eu preciso te dizer que acho que não me comportei, que não fiz tudo o que deveria e que não quero mentir só para ganhar presente seu.
Muitas vezes eu não fui amiga, briguei sem motivo, fui injusta. Quantas vezes durante o ano não cumpri meu dever, não fui responsável, reclamei demais por coisas que não devia, prometi e não cumpri.
Porque não compreendi mais ao invés de julgar primeiro? Porque eu não pude perceber antes de acusar? Porque me limitei a ser tão pouco quando podia ter sido muito mais? Onde estavam minha coragem, minha ousadia, minha benevolência, meu humanismo, meu afeto quando mais precisei deles?
Por isso, Papai Noel, eu sei que não vou merecer nenhum presente seu no Natal, mas se você for mesmo tão bonzinho como dizem por aí, me dê pelo menos a chance de pedir um favor: não julgue pelas aparências, pense antes de tomar decisões, dê uma chance ao amor porque ele supera todas as regras do mundo e não se limita ao pouco.

P.S. Continue a colocar anjos na minha vida e eu serei a pessoa mais feliz do mundo...
"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores... se não houver flores, valeu a sombra das folhas... se não houver folhas, valeu a intensão das sementes."

Tempo...

O tempo é uma coisa engraçada: ao mesmo momento que ajuda também atrapalha imensamente, fazendo-nos perder, muitas vezes, aquilo que temos de mais precioso para dar lugar à frivolidades da rotina diária. Não tenho tido tempo nem de respirar e ando cansada, com vontade de longas férias divertidas, cheias de emoções ou relaxamento extremo à beira mar e pores de sol deslumbrantes. Mas hoje precisei, tive necessidade de escrever, nem que fosse para dura o tempo necessário para eu cair no sono, envolta em pensamentos felizes e sonhos de paixão sincera. Isso existe? Eu tenho refletido muito, pensado em coisas, filosofado sobre a vida, a minha vida e o que eu tenho feito dela ou ainda quero fazer, mas sem documentar absolutamente nada. Às vezes penso que deveria fazer tanta coisa, que tenho necessidade disso, me dedicar mais ao que realmente gosto porque essas coisas nunca estão efetivamente em meus objetivos principais, sempre achando que um pequeno gosto é uma veleidade e pode esperar. Sempre trabalhei por objetivos, mas às vezes eu mesma me enjoo com essa disciplina e determinação exacerbadas, querendo chegar a algum lugar que eu mesma ainda não sei onde é. E será que eu realmente chego lá? Será que um pouco de aventura e descomprometimento não me fariam bem de vez em quando? Ando muito confusa ultimamente, pensando em mil coisas, sonhando com ilusões e cometendo fantasias...quisera poder tirar a febre dessas incertezas e me desligar desses devaneios antes mesmo que a bolha de ilusão pudesse crescer mais com meus sopros de esperança ou quem sabe crescer e estourar em gotinhas de alegria e de verdade sobre meus olhos insanos.
Outra vez a bordo deste novo destino ao qual tem seguido o rumo da minha vida... não sei bem onde ele vai dar, qual será seu destino final, mas esta aventura de estar à deriva de novos horizontes desconhecidos me emociona de uma maneira até certo ponto inexplicável por sempre ter esse desejo intrínseco mas sem a coragem de assumir, talvez pela minha mania de lirismo comedido ou burguês, daquele que apenas professa, tem pretenção, mas tem muito mais medo de arriscar e então o projeto morre. Parece que meu medo também está sumindo pouco a pouco, porque me sinto mais segura e confiante, mais corajosa eu diria, para tudo. Eu não cheguei ainda em minha prova de fogo e não sei como me sairei com ela, seja com quem seja ou quando seja. Mas suponho que, se tudo na vida é parte de um processo, me sairei bem com meu projeto de vida, do jeito que sempre sonhei que seria e com tudo aquilo a que tenho direito.
Boa noite querido espaço... Gosto de começar assim, como se estivesse conversando, como se estivesse escrevendo para alguém, como se fosse uma carta das de antigamente, dessas escritas e envelopadas. Na verdade não sei se algum dia, quem sabe após a minha morte, alguém encontre meus diários em minhas gavetas empoeiradas, abandonadas pelo tempo, e se interesse por eles, por publicá-los. Parece que estou reescrevendo os dizeres de Kafka, pois ele mesmo relatou antes de morrer que após esse fato derradeiro, queimassem todos seus textos, pois eles para nada serviriam. Isso parece ser uma coisa fácil, algo como "livrem-se de mim depois que eu não estiver mais aqui", mas para escritores... isso é irreal ou irrelevante porque a obra sobrevive se fizer sentido, mesmo o escritor não mais estando neste mundo. No entanto é ao mesmo tempo contraditório porque milhares de artistas tem suas vidas dedicadas à arte e recebem sequer um elogio, que dirá reconhecimento. Contudo, após morrerem tornam-se heróis, santos, ousados e protagonistas de uma história social à qual nunca pertenceram realmente. É absurdo, nojento como são tratados os artistas em nosso país: indigentes miseráveis em busca de olhos que aprendam a ler através de suas obras, mas em vão, pois a política ditatorial do pão e circo é uma constante na labuta cotidiana dos iletrados brasileiros.
Me lembro da chuva caindo ao redor de meus pensamentos sórdidos de desespero enquanto ouvia aquelas mesmices e barbáries gritando em meus ouvidos, atestando a incompetência, a pequenês e a incultura daqueles que pensam estar no topo da cadeia educacional, ditando o certo e o errado quando na verdade não há. Então, os princípios básicos se evaporam no calor da incapacidade de entendimento ou se diluem na chuva que cai, e o que permanece é apenas o lixo que entope os bueiros, as valetas da sociedade, impedindo que o mundo caminhe, que a água flua, que a enchente se desfaça. Mas nada disso acontece e as casas continuam inundadas de detritos, de restos, de dejetos imundos de retrocesso, miséria cultural, incompreensão humana, sem ao menos tentar entender que não há outra maneira de limpar essa nojeira senão começar por arejar a nossa própria casa, ou seja, entender que o conhecimento se aprende a cada dia. Assim, a chuva que hoje nos presenteia com sua presença intermitente, aqui está senão para lavar a alma daqueles que assim desejarem, independente dos percauços e intempéries que ela possa vir a causar, pois o sofrimento e as "pedras" de Drummond para nada mais servem senão para aumentar a capacidade que temos de ultrapassá-los, de superá-los de sermos mais do que as barreiras nos limitam a ser e podermos, através do próprio exemplo, mostrar que somos seres em constante aprendizagem, que estamos em construção e que, portanto, não há como estabelecer conceitos de correto ou incorreto.

Às vezes me pergunto o porquê de tanta verborragia inútil nesse mundo e em que a educação se relaciona a isso... Porque as coisas estão se desencaminhando, se desvirtuando? Não sei por que caminhos o mundo tem seguido para que de repente nos tornemos tão apáticos à tudo, egoístas, propagando apenas coisas que deveriam ser obvias ou lógicas... parecendo que todos estamos vivendo em universos paralelos, inertes ao sentimento ou ao social, que no entanto nada tem à ver com a sociedade em sua estrutura política, que é tão dissimulada quanto a educação pretende. Fico pensando se as pessoas tem noção do que falam ou fazem, se pensam na repercussão de seus atos, no que isso pode afetar aos demais ao seu redor, em promessas não cumpridas, em propostas vazias. Será que realmente existem consequências ou verdadeiramente nos encontramos num mundo de impunidade onde tudo "dá nada" e as coisas simplesmente caminham a passos lentos e regrados rumo ao desfiladeiro do conformismo?
Só você me salva dessa verborragia discursiva que não leva ninguém a nada ou a lugar nenhum, onde eu gostaria de estar com você: perdida nalgum lugar, flutuando no espaço sideral, onde o tempo é como o romance sem fim do universo científico. Nada mais me é palpável a não ser a tua presença em minha vida, pois ainda que ausente fisicamente tua presença é o momento mais real dos meus olhos ainda sonolentos da última vez... Ah, como te quero ver agora e reviver tudo o que passamos ontemmente, para passar o amanhã, muito mais do que o agora, juntos em carne e sonho, rumo ao desconhecido que o destino nos reserva, sem jamais descolar nossas mãos algemadas, unidas pela chave perdida e outrora esquecida do amor.
Aqui tudo é sem sentido, sem forma, sem cor... nada contrasta com aquele acinzentado da sala sem sombra, sequer para ocultar a minha tristeza por não te ter aqui. Eu sei, para tudo o que queremos é necessário ter o sacrifício como companheiro incontinente mas especialmente para mim torna-se torturante despojar-me de tua presença, teus olhos, teu sorriso intermitente simplesmente por estar comigo. Ah, como sinto falta do teu calor nessas noites frias de vento, chuva e solidão, quando a monotonia das horas e da incultura se torna absurda, quase que infundada, pois nada mais faz tanto sentido em minha vida quanto poder receber teus braços abertos como resposta a qualquer questionamento que me atropele a vida, mas há informação demias rondando-me o ar para que eu possa sonhar com coisas a mais que me lembrem você. Fico aqui, passo horas tentando me concentrar ou me redimir da culpa de não ter sido nunca uma aluna rebelde e sentir-me liberta para não assitir ou ouvir incoerências propostas em meio tão intelectual. Chego a pensar que não mais existem pensadores que se proponham a reestruturar verdadeiramente a sociedade que paira ao seu redor ou ao menos repassar um pouco dessa cultura aos que agora rebentam no mundo incrédulo do conhecimento e da informação. Se eu soubesse que esses caminhos me levariam para tão distante de tudo aquilo que amo e me traria para tão próximo das aberrações da língua e da cultura e da literatura e da história e da memória de um povo despreocupado em crescer, em se tornar algo a mais do que as pedras dificultosas podem oferecer, preguiçoso em ultrapassar barreiras, em superar seu passado para ser ou ao menos sonhar em conquistar lugares humildes de grande valor interior. Enfim, agora já estou aqui e não pretendo abandonar o barco tão cedo ou saltar do avião sem paraquedas. Eu penso em você noite e dia e nada é melhor que esse momento em que posso sentir, na ausência, a sombra dos teus olhos a me proteger da destruição do meu próprio mundo, este que escolhi por profissão e sacerdócio, do qual ou com o qual nós dois teremos sempre que conviver. Não, claro, com a escória da minha classe, mas com aquilo que posso te oferecer de melhor: as mil e uma formas que existam de voar, de alçar asas rumo a mundos desconhecidos, terras distantes, lugares mágicos onde a harmonia e a coerência, a verdade e a clareza, a amizade e o amor são insubstituíveis, intransponíveis, insuperáveis. Lugares estes que eu só arriscaria conhecer ao seu lado, viajando a bordo do seu avião iluminado, rumo ao desconhecido que é a vida.
Não sei onde você está, mas não importa porque te sinto em mim. Alguém um dia me disse para ouvir/ver os sinais que Deus me envia misteriosamente e de repente eu me flagrei te amando. Não sei porque ou como você veio parar na minha vida e agora toma meus dias, meus pensamentos, tornando-me insone por te desejar amar imensamente. Também não sei porque, mas não tenho mais medo de te perder porque sinto que você está em mim e, se assim for, nada do que me pertence me pode ser tirado, porque se me for arrancado, irá me fazer morrer como se dilecerado fosse o meu coração. Você me pertence, meu amor e talvez eu tivesse mesmo que ir para OZ para descobrir o que Dorothy descobriu bem ao final de sua viagem: procurar em meu próprio quintal, ou no terreno que Deus me preparou porque isso não pode ser diferente. Acho que cheguei ao fim da minha viagem de aventuras e ilusões, de buscar tão longe por aquilo que sempre esteve em mim. Não vou mais sair por aí tentando te encontrar porque você já está em mim. Basta apenas que você decida aparecer e dizer aquelas palavras que sonho ouvir da sua boca e então, como num conto de fadas, eu me transformarei em sua princesa e você me levará em seu cavalo branco, para viver em seu castelo nas nuvens, perto da lua e das estrelas, por onde passearemos todas as noites e de onde veremos o amanhecer e a chuva sem mais nos preocuparmos com o depois porque o importante é estarmos juntos.

chegar até você...

chegar até você...
"Os poderosos podem matar uma flor ou duas, mas jamais fazer calar a primavera"
Preciso rever meus conceitos... o que anda acontecendo conosco que o destino nos tenha separado dessa maneira tão cruel, que me tem feito sofrer à distância a cada suspeita de notícias tuas? Vejo teus olhos atormentados nos olhares alheios das pessoas que passam por mim e me miram furtivamente, como se quisessem me roubar a alegria que tinha quando estavas ao meu lado. Eu recebera a missão de te proteger, de cuidar, zelar pela tua vida tão desamparada, tão frágil, tão solitária mesmo quando estavas cercado de uma legião de admiradores e críticos que te queriam devorar com os sentidos, mas você não os queria e me buscava com o olhar desesperado enquanto eu desviava por simplesmente não mais poder. Nós dois sabemos o porquê disso tudo, que talvez tenham sido artimanhas do destino em não aceitar um sentimento que fosse diferente, que rompesse padrões, que ultrapassasse barreiras, que me tornasse tão próxima a você. Lembro-me daquele primeiro dia em que trocamos olhares quando te conheci pela primeira vez: você fugindo de tudo o que te cerceava, tentando chamar a atenção a qualquer preço, sem ninguém te suportando, mas eu te vi além... devo crer que anjos existem e que eles perpassam a Terra intermitentes porque você foi um anjo na minha vida, alguém que por mais marginalizado ou excluído que fosse, como um anjo caído do céu, escurraçado pelo bando de aves invejosas que ao seu lado voava, Deus teve piedade e te trouxe para mim, como um presente. Mas como nada é de graça nessa vida, Deus quis provar o valor desse sentimento mútuo que nos unia e nos fez distantes por uma fatalidade. Fico pensando se somos dignos dessa provação, de nos compararmos à discípulos ou mártires da história e prefiro crer que Deus não iria nos fazer encontrar se fosse por mera pretenção de Sua parte. Tenho a convicção plena de que um dia o mundo entenderá que tudo não passara de um grande equívoco e que foramos apenas dois imcompreendidos que se encontraram no cosmos. Espero em Deus o dia em que nos reencontraremos e que não seremos mais uma aberração para nos tornarmos estrelas, sinais de que o amor ainda pode ser possível, independentemente da forma como se manifesta.
O que significa ser adotado? Significa crescer no coração e não na barriga!
“Mãe é aquele ser estranho, louco, capaz de heroísmos, dramas ebreguices com a mesma fúria. Mãe faz escândalo, tira satisfação com professor, berra em público, dávexame, deixa a gente sem graça, compra briga; é espaçosa, barulhenta,tendenciosa, leoa, tiete, dona da gente. Mãe desperta extremos, ganas,irrita, enlouquece, mas... é mãe. Mãe faz promessa, prestação, hora extra pra que a gente tenha o que épreciso e o que sonha. Paga mico: escreve carta para Papai Noel, se faz passar por fadinha dodente, coelho da páscoa, cuca. Pede autógrafo para artistas deploráveis, assiste a programas, peças, shows horríveis, revê milhares de vezes os mesmos desenhos animados, conta as mesmas histórias centenas de vezes, vai pra Disney e ADORA! Mãe surta, passa dos limites, às vezes até bate, diz coisas duras; mãe pede desculpas, mortificada... Mãe é um bicho doido, louco pela cria. Mãe é visceral! Mãe chora em apresentação de balé, em competição de natação, quando ofilho namora pela 1a. vez, quando dá o primeiro beijo, quando vê ofilho apaixonado no casamento, no parto... Xinga todo e cada desgraçado que faz o filho sofrer, enlouquece esperando ele chegar da balada, arranca os cabelos diante da morte... Mãe é uma espécie esquisita que se alterna entre fada e bruxa com uma naturalidade espantosa. É competente no item culpa e insuperável noitem ternura, mas pode ser virulenta, tem um lado B às vezes C, D, E... Mãe é melosa, excessiva, obsessiva, repulsiva, comovente, histérica,mas não se é feliz sem uma. Mãe é contrato: irrevogável, vitalício, intransferível!Mãe lê pensamento, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cara dechoro, de gripe, de medo; entra sem bater, liga de madrugada, pedefavor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas. Mãe dá a roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. Mãe dá um jeito, dá nó, dá bronca, dá força. Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta monstros, pesadelos, bactérias, mosquitos, perigos. Mãe tem intuição e é messiânica: mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias e tece lembranças. Mãe é arquivo! Mãe exagera, exaure, extrapola. Rumina o passado, remói dores, dá o troco, adora uma cobrança e um perdão lacrimoso. Mãe abriga, afaga, alisa, lambe, conhece as batidas do nosso coração, o toque dos nossos dedos, as cores do nosso olhar e ouve música quando a gente ri. Mãe tem coração de mãe!Mãe é pedra no caminho, é rumo; é pedra no sapato, é rocha; é drama mexicano, tragédia grega e comédia italiana; é o maior dos clássicos; é colo, cadeira de balanço e divã de terapeuta... Mãe é madona-mia! É deus-me-acuda; é graças-a-Deus; é mãezinha-do-céu e é a mãe é minha e-eu-mato–quando-quiser; é a que padece no paraíso enquanto nos inferniza... Mãe é absurda e inexoravelmente para sempre e é uma só: não há Mistério maior! Só cabe uma mãe na vida de um filho... e olhe lá! Às vezes, nem cabe inteira. Mãe é imensurável! Mãe é saudade instalada desde o instante em que descobrimos a morte. Mãe é eterna, não morre jamais. Bicho estranho, entranha, milagre, façanha, matriz, alma, carne viva, laço de sangue, flor da pele. Mãe é mãe, e faz cada coisa..." (Hilda Lucas)
... às vezes, na minha saudade, eu tenho a impressão que continuo criança. Que você a qualquer momento vai aparecer me trazendo figurinhas e bolas de gude. Foi você quem me ensinou a ternura da vida... Hoje sou eu que tento distribuir as bolas e as figurinhas, porque a vida sem ternura não é lá grande coisa. Às vezes sou feliz na minha ternura, às vezes me engano, o que é mais comum. Naquele tempo, no tempo de nosso tempo, eu não sabia que muitos anos antes um Principe Idiota ajoelhado diante de um altar perguntava aos ícones, com os olhos cheios d'água: "porque contam coisas às criancinhas". A verdade é que a mim contaram as coisas muito cedo. (Meu pé de Laranja Lima - José Mauro de Vasconcelos)
Ver você sozinho, longe dos teus amigos e das pessoas que você tanto ama me deu um aperto no coração e me fez sentir na garganta aquele nó que a gente só sente quando dói o peito e o choro é inevitável. Eu continuo me sentindo impotente, inútil e atada diante de toda essa situação, querendo dizer tudo e não podendo sequer me aproximar para poder te dizer aquelas palavras de carinho e conforto e, como a uma criança, poder te dizer que tudo não passara de um sonho mau e que basta virar para o outro lado para que sonhos bons aconteçam. Mas nada é assim no mundo, as coisas não são fáceis e Deus nos testa a cada segundo, para saber se continuamos leais a Ele, se suportamos o fardo de nossa cruz diária e não estamos sendo hipócritas ao dizer que não temos medo, que seja feita a vontade Dele. E eu que sempre soube o que fazer, que sempre consegui tudo, me sinto agora a mais estúpida das pessoas por não saber como proceder. Não consigo aceitar que esse seja o fim de tudo se nem sequer começamos, não posso entender porque o destino traiçoeiro tem feito isso se nossa única intensão nisso tudo era uma simples e sincera relação de afeto.

...há dias assim: em que não consigo conter as palavras mas ao invés delas sairem pela boca, jorram através da caneta que minhas mãos conduzem num frenesi incessante. É a tal escrita livre, onde as palavras simplesmente surgem e o texto vai ganhando forma (ou não) conforme minha imaginação conduz. É como estar a bordo de um pequeno barco num mar imenso e profundo que, ao mesmo tempo que assusta, me deixa contemplativa, absorta, à deriva de suas maresias e tormentas e calmarias e mistérios e surpresas indesvendáveis do oceano das palavras. E por falar em mar, me fez lembrar meus "filhos do coração", que amam tanto a praia e o mar e o por do sol e que são tão contemplativos e sentimentais que me fazem lembrar a mim mesma. E eu tenho, às vezes, medo que eles sofram como eu, por tolices, e não consigam, como eu, viverem seus sonhos. Não que eu me ache uma frustrada, mas perdi tanto da minha vida por medo de fracassar, por crer em frivolidades, por ser tão "certinha" que penso agora que o que vale mesmo na vida é simplesmente viver. Deus tem me mostrado isso e tem sido difícil passar por Suas prova, me desprender de coisas, entender sinais... eu continuo dizendo a Ele que sou fraca e incapaz, no mesmo tom que Moisés o fez, mas embora eu ainda não tenha visto a sarsa arder, sei que não cai uma folha de uma árvore sem que seja a vontade de Deus, então sigo em frente, aguardando Seus prodígios. Eu ainda sinto falta de muita coisa, do que nunca tive, do que era bom, do que deveria ter feito... sinto saudades de quem perdi, sinto saudades de tudo.

...eu adoro voar...

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem. Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram. Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir. Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam. Já tive crises de riso quando não podia. Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse. Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar. Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros. Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz. Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava. Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali". Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais. Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava. Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda. Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim. Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE! Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR! (Clarice Lispector)

Borboletas...

Borboletas...

Terra dos Sonhos

"Oh minha doce flor de açucena, pequena fagulha da luz do mundo. Meu amor será seu escudo enquanto meu coração retumbar. Qual será seu maior desejo, minha pequena flor-de-lis? Meu lindo coração de seda? É neste mesmo mundo que temos de plantar, é neste chão batido, no coração deste asfalto que florescerão nossos desejos. A obra é grande, mas o velho sonho humano não morrerá jamais. Coragem, oh minha doce pequena, que o mundo não é o que vês, o mundo ainda está por ser feito!"
(Chico Chicote - Hoje é dia de Maria)

O homem é um grão na imensidão da terra.

E não erra quem diz que a terra inteira

é um grão de poeira no universo

e que meu verso é nada comparado a tais grandezas.

Mas digo, com certeza, meu verso, comparado à vida,

tem alto valor,

pois há de ficar quando minha vida se for.

E então! Me respondam, por favor:

Qual o valor mais alto? O universo, a terra, a vida ou o verso?

É verdade que o homem é um grão na imensidão da terra.

Mas é um grão que guarda em si a vida, o amor e o verso.

E então se dá o reverso: o grão de pó ganha grandeza.

E nós ganhamos a certeza

que a poesia indica:

as eras do universo passam e o homem que ama fica.

Quirino – Os Saltimbancos – Hoje é dia de Maria

Às vezes não sei o que se passa comigo, se fico saudosa de tudo ou se simplesmente me torno egoísta, querendo reter momentos vividos há tempos atrás e que não mais retornam. Sinto falta de pessoas na minha vida, tenho necessidade de estar com elas, suprindo o que lhes falta porque de certa forma isso também me supre, me completa, me satisfaz. Fico pensando enquanto releio memórias, que o tempo é o pior inimigo que pode existir porque é falso e hipócrita em trazer a alegria da presença ao mesmo tempo que a leva ferozmente depois desta ter cativado as entranhas. Quero meu coração de volta, cheio daquelas purpurinas brilhando feito estrelas no céu escuro da noite. Quero ser luz, quero ser mais, quero a borboleta verde da felicidade pousada nos meus sonhos, emanando a esperança da realização. Ainda não sei se é realmente egoísmo querer essas coisas, porque as pessoas geralmente querem coisas bem mais simples, tem sonhos palpáveis, enquanto eu... eu desejo voos mais altos, desejo ver o mundo do topo de uma montanha, fazer meu ninho como o de uma águia, voar sobre os oceanos, velar o sono dos meus anjos tal qual uma coruja e vê-los voar, um dia, rumo ao infinito da vida deles. Mas como fazer isso sem a certeza da separação? Como se desvencilhar de algo que aparentemente é parte de você? Se soubesse as respostas os deixaria ir, nem me envolveria, mas não posso negar esse meu egoísmo ou dádiva de ser "anjo"...
"Para fazer arte é preciso talento! Para defendê-la, é preciso coragem!" (Mário de Andrade)

Que dizer da ousadia de 5 incríveis talentosos artistas que Deus me fez conhecer, a quem dedico estas breves linhas? Estes que por ironia ou acaso do destino a mim proporcionaram a experiência de ser homenageada publicamente em uma música, o que eu jamais pensei receber por simplesmente não direcionar a mim os louros de suas façanhas, muito embora eles o afirmem categoricamente... Que dizer de meninos que me entregaram mãos suadas, sorrisos tímidos mas incontidos, rostos em brasa pelo fulgor do momento e a alegria estampada em olhos brilhantes como holofotes no palco? Digo apenas que se um dia alguém ousou pensar na covardia da "última dose" reverteu o efeito para a primeira de muitas conquistas! (à MAD-23, a Melhor Banda da Cidade)

MAD - 23

MAD - 23
A Melhor Banda da Cidade
Não sei fazer diferente se não escrevendo para dizer que estou muito triste com tudo... não sei que caminhos tomar, parece que tudo de repente se espatifou em mil cacos, um trabalho de tanto tempo, luta, conquista, onde eu achava estar o meu tesouro, meu ideal de vida e nada disso era real, estourou como bolhas de sabão que eram lindas, mas frágeis. Estou novamente sem rumo, desnorteada, como quem leva um soco na cara, cai no chão e quando levanta, com muito custo, não se lembra nem quem é, num coma de caráter e personalidade. Meu Deus, o que estou fazendo? Tenho vontade de sumir, desaparecer pois se não for para ser assim, o que será da minha vida? Será que há mesmo tanta maldade no mundo, será que é mesmo tão errado amar e cuidar daquele que não te pertence? Não sei nem o que dizer, minha indignação se funde à tristeza do meu coração, não porque não tenho apoio, mas porque luto sozinha por um idealismo numa sociedade vazia. Fico pensando se é isso que o inimigo quer, se devo desistir, parar, me conformar como todos os outros e de repente seguir o fluxo, deixar de ser eu mesma ou será que que eu, na minha qualidade de ingênua não entendi o propósito e fluí num frenesi frenético de cegueira e estupidez. Enfim, o que faço agora com tudo o que conquistei, com meus anjos, parte tão importante na minha vida, que não dá pra simplesmente ignorar? Eu não me importo com a merda do conceito que a sociedade impõe, porque para mim isso não faz diferença, mas lutar sozinha é difícil porque se ninguém crê no que eu faço, a impressão é de que o ideal é errado, despropositado, infundado. Mesmo assim, não consigo acreditar que assim seja, que eu não tenha entendido nada e esteja tão perdida num tempo e espaço paralelos. Não é possível que todo esse trabalho simplesmente se acabe aqui, sem sequência do meu sonho de ser mais, que o Senhor me fez crer e seguir. Há dias atrás pedi a Jesus que não queria ser diferente, que amava o que me tinha dado, que não queria perder meus anjos e de repente tudo desmorona. Não tenho pretensão de ser santa nem profeta nem de mudar o mundo, apenas seguir a minha vida, o meu idealismo e os outros que se fodam, literalmente. Pode parecer individualismo, mas não dá para ser diferente... preciso de Ti, mostra-me o caminho, a luz novamente!
Andei lendo seu blog nessa madrugada de terça feira de insônia... como as coisas acontecem num momento incrível e que tudo mudou de uma maneira em que não sabemos a explicação, elas simplesmente acontecem... lembro do dia em que te conheci, lembro do 1 ano, caraaaacaa como foi importante aquele ano, foi o ano de total amadurecimento e descobertas na minha vida e você se manteve presente, alias muito presente e atuante, não é mesmo? E estou aqui decidindo a minha vida, mais um ano de descobertas e de muitas reviravoltas e você continua comigo, não tão próxima quanto antes, mas eu sei que no momento oportuno sempre estará ao meu dispor pra me apoiar e me dar uns puxõezinhos de orelha, não é? Hahaha, afinal às vezes mereço (bem raramente por sinal). Hoje senti que precisava escrever... muito mais que simplesmente escrever, mas demonstrar a alguém tão especial e importante a minha gratidão e amor que sinto, é to deixando as palavras fluírem, sem ter auto correção nem me importando com gramática, nem concordância nem nada, logo pra uma professora de português que ironia, não? Mas acho que isso é a verdadeira dádiva dos escritores (não que eu seja, mas escritor no sentido de escrever algo) deixar se levar pelo momento oportuno e se deixar levar pelo mar de sentimentos e transformá-lo em texto, ainda mais nas madrugadas de uma terça feira de insônia aonde um oceano de criatividade e de inspirações em que nos afogamos. Afinal, qual é o melhor estado para se escrever se não numa leve depressão acompanhada pela insônia? É exatamente isso o tesão da vida em que toda situação possuem opostos, tô aprendendo muito isso, com essa minha solidão existencial e socialmente utópica, onde estou rodeado de pessoas que eu não entendo e que elas compartilham esse desentendimento em relação a mim,é tão estranho estar rodeado de pessoas e mesmo assim se sentir sozinho, essa com toda certeza é a pior solidão e o que eu faço inconscientemente pra corrigir isso? Me afasto das pessoas, não sei eu as vezes acho que meu inconsciente é um tanto quanto perturbado mas cada vez mais to aprendendo com ele afinal ''conhece-te a ti mesmo'' para poder entender a sociedade, não é? Esse é o problema: parece que quanto mais conheço a mim mesmo mais desentendido fico em relação a sociedade e aos sistemas sociais ou simplesmente o modo de como as pessoas reagem a certos tipos de situações, aaaaaaaa como é complicado isso. Às vezes acho que essa minha fase de tentar compreender o mundo e as pessoas, possam ser apenas coisas da adolescência, e aí vem a indagação suprema mother fucker será que isso não possa ser algo que eu leve a vida inteira? Ainda mais com a minha futura profissão? É realmente a leitura do seu blog me fez refletir um pouco e acabou saindo esse pequeno texto, que era pra ser um texto demonstrando o meu carinho e explicando o momento da minha vida em relação ao distanciamento das pessoas e que você com toda certeza não será inclusa a esse seleto time. Enfim vamos tentar dormir porque tenho que estar em pé as 7 da manhã. Te amo, farei de tudo pra não me distanciar de você! (Por Felipe Cezar)
Acho que devem haver dias assim, em que a indignação toma conta do meu ser e eu deságuo em papel e tinta. Sei lá, tudo anda tão estranho ultimamente que eu nem sei mais o que é certo ou o que deveria ser, se relações de amizade realmente existem ou se tudo não passa de um jogo onde meros interesses são peças removíveis a cada novo contexto. A vida tem sido tão banal ou injusta sob meus olhos ínfimos e eu chego a pensar que nada mais existe do que eu vi ou aprendi do meu mundo e que meu mundo só é real nas palavras que eu mesma crio, como se o universo se resumisse em letras e sonhos de um mundo desfeito em pedaços que caem em câmera lenta para se romper no concreto da realidade. Será que vivi até agora um sonho virtual e me deparei com a verdade tarde demais? Ou a luz que vem de fora da caverna de Platão tem cegado meus olhos de tal forma que não consigo enxergar nada de bom ao meu redor? Quisera precisar morrer para assistir à transformação dos meus ideais em lixo atômico, e que ao menos um dia eu ainda veja humanidade, respeito, caráter, amor se abraçarem ao invés de se tornarem ódio, discórdia e competitividade desenfreadas num cosmos chamado egoísmo, onde a falsidade e a hipocrisia são irmãs genitoras da arrogância e da prepotência. Quanto nojo eu tenho do planeta em que vivo, recheado de falcatrua e com gostinho de quero mais pela maioria da população iletrada que me cerca. Estou cansada de viver de aparências, de lutar por causas falidas, de ser única na desilusão terrestre que apenas vê interesses onde deveria existir harmonia. Aliás, sentimentos e moralidade são quase inexistentes, apenas mascarados por sorrisos de dentes postiços e podres por dentro e a podridão corrói internamente a população enquanto rastejo pela lama, me esquivando da fumaça negra que consome a beleza e os valores, queimados como livros em praças públicas durante a guerra. Deve ser por isso: cultura queimada é cultura inútil, princípios apagados são princípios inexistentes ou que jamais causarão danos, pois sequer habitaram a Terra. Então a massa inculta segue adiante como boiada obediente e mansa ao destino do açoite inevitável da morte, sem ter realmente vivido e eu me pergunto se sou eu que vivo demais ou se apenas meu coração bate por desejos inalcançáveis, imaginados somente nos livros, cultura tão inútil quanto bela por ser irreal. Meu desejo por mudança palpita, cresce, grita, desanima, se perde e recomeça a cada nova indignação que se apresenta no meu cotidiano e necessita de forças para caminhar e se apoiar nas muletas que o mundo me oferece vez ou outra, mas ainda assim são estas duvidosas e nem sempre eficazes. Super Heróis? Para que? O mundo não precisa ser salvo dos outros: apenas conscientizar-se de salvar-se de si mesmo.
Hoje eu acordei com fome: não sei bem de quê, talvez de sono ou de sonhos, de caráter, de verdades, de justiça ou quem sabe de comida mesmo, já que o frio me traz essa sensação de ausência naturalmente. Pode ser pura nostalgia, algo de que sinto falta há algum tempo e que de certa forma gera carência não só em mim mas no mundo, uma vez que nos tem faltado quase tudo ultimamente, até a esperança de que um dia tudo muda e essa necessidade também passará. Embora tudo seja indefinido e eu não tenha certeza se quero que esse vazio se vá ou se isso me impulsiona ainda mais para uma luta quem sabe sem causa, mas de efeito, ainda que segura de que poucos são os que lutarão comigo para que a ausência ou a fome cessem não por completo, porque também a saciedade acomoda, resigna! Porém um pouco mais de princípios não causariam danos às pessoas que se comovem falsamente por alguém que perde a vida na flor da idade, mas hipocritamente agem atuando contra a educação. Será que a moralidade anda tão distraída quanto a pátria de Chico, que não atenta para a carência dialógica que vivemos necessita de muletas para caminhar a passos lentos, quase inexistentes? Não entendo como conceitos tão contraditórios coexistem numa mesma personalidade ou quem sabe eles não dividam o mesmo espaço: um deles é pungente; o outro é apenas uma ideia mascarada por um sorriso. Uma ideologia que jamais se concretizará por ser isso: um ideal ao qual nunca alcançaremos, mas que como a uma estrela, cabe somente aos fortes de coração perseguir.
Crianças não conseguem processar direito tudo que vivenciam. Assumem culpas que não possuem, fantasiam abandonos, se responsabilizam pela infelicidade dos pais, e pior do que tudo, se sentem desprotegidas em um lar briguento. Crescem e se tornam homens e mulheres paranoicos, inseguros, acovardados diante da vida. É uma tecla insistentemente batida, mas pouco escutada: criança precisa ser amada! Não precisa de um iPhone aos 9 anos, não precisa ir à Disney antes de ser alfabetizada, não precisa de um guarda-roupas de estrela de cinema. Precisa ser amada. Sai de graça. Só custa caro quando é educada por duas criaturas mais infantis do que ela.
"Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena."